É interessante como nossa mente cria pré-conceitos sobre tudo e todos.
Tem até aquele ditado: “A primeira impressão é a que fica”, que é um ditado que ilustra bem o modo como costumamos pensar e julgar, e como somos preconceituosos.
E foi analisando um fato que aconteceu comigo que pensei sobre essas coisas, e gostaria de contar como foi.
Estava em casa depois de um dia de aula, cansado e pronto pra ir dormir.
A televisão transmitia a final do BBB (aquele reality show imbecil), e eu fiquei imaginando como as pessoas ficariam comentando sobre quem venceu e o que aconteceu no programa no dia seguinte.
Pois bem, como vocês puderam perceber, a observação sobre este programa que fiz há pouco já mostra o conceito que formei em minha mente sobre ele, que óbvio, foi baseado em experiências que tive assistindo-o.
Além desse conceito que formei sobre este reality show, ainda tem o conceito formado sobre o apresentador do programa, Pedro Bial, que apesar de ser uma pessoa inteligente, é autor de grandes gafes ao vivo, além de costumar falar bastante besteira, o que fez com que caísse no meu conceito. Pois bem. Baseado nesses dois conceitos formados,
eu estava certo de que nem assistiria a final do programa, porque não queria nem saber o que aconteceria em seguida: pouco me importava e nada mudaria em minha vida se eu soubesse quem seria o ganhador do prêmio milionário.
Eis que por puro milagre (ou preguiça de ir pra cama, nossa!), fiquei na sala assistindo o programa, e Pedro Bial, nesse dia, me surpreendeu com uma reflexão que fez, e os instantes que eu fiquei assistindo acabaram valendo a pena.
Tendo em vista esse fato que aconteceu e como minha mente preconceituosa trabalha, refleti sobre como subestimamos e sobreestimamos as coisas e as pessoas nas relações interpessoais na sociedade.
Também por isso que o Pedro Bial outrora caiu no meu conceito, como eu disse anteriormente, e também por isso que somos surpreendidos algumas vezes.
Se você nota que alguém se surpreendeu com você é porque, baseado no conceito que ela formou sobre você, ela não achava que fosse capaz de realizar aquilo que a impressionou. Ou seja: quando uma pessoa se impressiona com o que você faz, significa que ela te subestima.
Então, não há motivo pra você ficar feliz quando alguém se impressiona com algo que você faz, ou quando você é aplaudido. O problema é que impressionar as pessoas faz com que a atenção se volte pra você,
e isso tem a ver com protagonismo, e com chamar a atenção das pessoas em quem você é sexualmente interessado.
Talvez se fossem tirados os interesses sexuais e o ego das pessoas, impressionar não seria mais algo buscado,
as pessoas buscariam mais a satisfação pessoal do que inflar o ego e sucesso sexual. Mas retomando o assunto, isso também vale pra quando você sobreestima uma pessoa.
Aquela pessoa que você acha que nunca irá falhar pode falhar às vezes. Quem você sempre dá ouvidos por ser inteligente, pode te dar conselhos errados também. Como nossa mente tende a julgar as pessoas constantemente,
temos que buscar reformar conceitos o tempo todo. Atualizar a impressão sempre que pudermos.
Óbvio, há de onde não podemos esperar grandes mudanças, e que é melhor mesmo nos mantermos afastados e com aquele conceito formado.
Mas é preciso saber que a partir desses conceitos formados que surge o preconceito xenófobo e genocida que conhecemos historicamente, e problemas como bullyng, e outros problemas relacionais das pessoas. Mas é preciso saber também que é julgando as pessoas e a sociedade que tomamos decisões, que adquirimos confiança, que deixamos de fazer as coisas,
que aprendemos a malandragem de falar ou deixar de falar, e etc.
Os conceitos e preconceitos são, portanto, necessários para a evolução.
O que seriam de teses, teorias ou conceitos que vigoram hoje em dia se não fossem antigas teses,
teorias ou conceitos que foram quebrados?
Pense sobre isso!
Escrito por: Denis de Moraes Alves
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